História  
 
  AS REVOLTAS ANTICOLONIAIS 09/21/2017 5:10am (UTC)
   
 



Dificuldades econômicas o Brasil havia sentido, porém não concomitante com Portugal, colônia e metrópole estavam comprometidas financeiramente. A colonização trazia benefícios para a nação lusa, incluindo o luxo da nobreza. Aumentar os impostos e as taxas seria uma possibilidade de manutenção de ostentação. A revolta foi um passo a mais da conscientização.

Os pensamentos de liberdade estavam presentes em idéias de estudantes universitários que voltaram para o Brasil e em livros contrabandeados. A insatisfação aumentava na medida em que espalhavam as novas ideologias, os encontros secretos cresciam e alguns transformaram em movimentos importantes na história.

A diminuição da extração de ouro preocupava a colônia, tendo em vista que acumulavam dívidas com a metrópole e a derrama poderia ser uma realidade. A elite conspirava silenciosamente contra o dominador, dentre esses ricos conspiradores, estava o pobre Tiradentes que nem tinha muitos motivos para conspirar. Os débitos eram dos ricos e quem os pagou com a vida foram os menos favorecidos.

Além da exploração colonial e do endividamento, a corrupção fazia parte do governo. A independência era uma das possíveis soluções. Projetos eram feitos em relação a manufaturas de tecidos e de metais. Uma elite colonial inteira se preocupava com o dia da derrama e tentava conseguir ajuda da população.

A traição de alguns em busca de perdão das dívidas e a fuga de Tiradentes para o Rio de Janeiro manteve o clima de revolta sob controle na espera da ordem de castigo vinda de Lisboa. O exemplo para todos seria a morte de um, para que a “plebe” se situasse, tendo em vista que a Bahia manifestava o desejo pela liberdade. Castigos em toda a parte, com a finalidade de cobrar obediência. Em Salvador, violência nas repreensões.

A participação popular foi maior na Conjuração Baiana que na revolta mineira. Acredita-se que muitos inconfidentes mineiros eram maçons e que houve a participação da loja maçônica Cavaleiros da Luz na Conjuração Baiana. Abaixo uma comparação das conspirações do final do século XVIII, época de crise do Antigo Sistema Colonial:

Inconfidência Mineira:

Influenciado pelas idéias Iluministas

Admiradores da vitória dos Estados Unidos contra a Inglaterra

Revoltados com exploração colonial

Queriam conquistar a independência

Ajuda da maçonaria

Conspiradores estavam presos no período da Revolução Francesa

Decadência do ouro e os impostos absurdos

Livrar-se de Portugal pela dominação da metrópole

Elite Colonial

Propostas políticas menos democráticas

Conjuração Baiana:
Influenciado pelas idéias Iluministas
Admiradores da vitória dos Estados Unidos contra a Inglaterra
Revoltados com exploração colonial
Queriam conquistar a independência
Ajuda da maçonaria
Influenciada pela Revolução Francesa
Escassez de comida pelo aumento da plantação de cana-de-açúcar, pois os preços internacionais do açúcar subiram
Livrar-se de Portugal para que houvesse menos miséria
Classe média e de homens livres e pobres
Propostas políticas mais democráticas
A “República” escolheu a Inconfidência Mineira como “representante” dos movimentos que clamavam por liberdade, pois o medo dos “exageros revolucionários” comandado pelos menos providos de dinheiro era um fator a ser analisado tendo em vista que também poderia desagradar essa classe social durante a estada no governo. Não queria um incentivo para manifestações. Dessa forma, teria de propor um mártir, que apareceria em programas oficiais de educação, nos livros didáticos, nas praças e deveria ter uma data para comemoração e para as homenagens públicas, então, Tiradentes foi o eleito.

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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